O serviços de buscas Bing, lançado dez meses atrás pela Microsoft, vem enfrentando dificuldades para ganhar terreno contra o Google, mas pode se provar um segundo colocado viável e gerar lucros, afirmou um de seus principais executivos.
A maior produtora de software do mundo gastou mais de US$ 5 bilhões nos últimos quatro anos tentando criar uma operação online sólida, mas espera colher frutos assim que concluir um acordo de parceria em buscas com o Yahoo.
“Tão logo concluirmos e implementarmos o acordo com o Yahoo, teremos atingido um marco: nos tornaremos um segundo colocado confiável, para os anunciantes”, disse Yusuf Mehdi, vice-presidente sênior da divisão de audiências online da Microsoft, em entrevista na terça-feira.
“O objetivo agora é realmente conquistar avanços na nossa participação. Caso ela cresça, teremos oportunidade de lucrar, e estamos confiantes em que somos capazes de fazê-lo”, disse Mehdi, que tem a missão de fazer do Bing e do portal MSN um sucesso financeiro.
A Microsoft detém no momento 10,7% do mercado de buscas nos Estados Unidos, de acordo com a comScore, ante 8% antes do lançamento do Bing, em junho. Enquanto isso o Google tem 65,7% e o Yahoo, 17,3%.
Presumindo que as autoridades regulatórias norte-americanas aprovem em breve o acordo que torna o Bing o serviço básico de buscas do Yahoo, a Microsoft deteria na prática cerca de 30% do mercado de buscas, um número relevante para os anunciantes.
“Com 30 pontos, nos tornamos uma opção confiável, e por isso esse número importa”, disse Mehdi. “O ideal é que possamos dizer aos anunciantes que eles podem atingir perto de 30% do mercado com uma transação simples. Essa marca dos 30% tem muito peso no mercado”.
Assim que os anunciantes começarem a usar a empresa, diz Mehdi, a Microsoft estará a caminho de lucrar com os seus serviços online, um objetivo que vem se provando difícil para a empresa há anos.


Comente